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Voz de Nazaré

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ARQUIDIOCESEDE BELÉM O JORNAL CATÓLICO DA FAMÍLIAPE. FLORENCE DUBOIS FUNDADORANO CV - Nº 897 - PREÇO AVULSO: R$1,00BELÉM, DE 11 A 17 DE OUTUBRO DE…
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ARQUIDIOCESEDE BELÉM O JORNAL CATÓLICO DA FAMÍLIAPE. FLORENCE DUBOIS FUNDADORANO CV - Nº 897 - PREÇO AVULSO: R$1,00BELÉM, DE 11 A 17 DE OUTUBRO DE 2019www.fundacaonazare.com.brSALVE, MARIA, MÃE DA IGREJA!A Arquidiocese de Belém manifesta votos de um feliz e abençoado Círio! Que a Mãe de Jesus interceda pelos seus filhos a venerá-la na festa jubilar pelos 300 anos de Criação da Diocese de Belém do Pará, e pelo Sínodo dos Bispos. Que a Rainha da Amazônia interceda pela Igreja reunida por uma abençoada renovação da evangelização na Pan-Amazônia!ÃO AÇ ULG DIV2OPINIÃOBELÉM, DE 4 A 10 DE OUTUBRO DE 2019JOÃO CARLOS PEREIRAPE. HELIO FRONCZAKJornalista e professor (jcparis1959@gmail.com)heliofronczak@gmail.comASSIM NA TERRA COMO NO CÉU ...PRIVILÉGIO DE SER CATÓLICOTodos juntos com Nossa Senhora Círio, outra vez!Serão 132 quilômetros, percorridos ao longo de doze romarias. 39 horas de caminhada do povo junto a Nossa Senhora de Nazaré. Feitas as contas, um dia e mais quinze horas do povo a pé, tentando chegar o mais perto possível da imagem peregrina de Nossa Senhora. Não há, no planeta Terra, nenhum evento católico que sequer se aproxime do Círio de Nazaré. Os números que envolvem a grande festa dos paraenses seriam, sozinhos, capazes de colocá-la numa página destacada do Guinness, o livro dos recordes. Mas uma coisa me incomoda, e incomoda profundamente: a comparação que algumas pessoas fazem do nosso Círio,com outras romarias em homenagem a Nossa Senhora, no Brasil, no sentido de diminuir-lhe a importância. Não estamos participando de uma disputa, de um certame, de um concurso de qual evento reúne mais ou menos gente. Graças a Deus, a ideia do louvor a Maria Santíssima existe a partir do conceito de unidade, do sentido de congregar. Comparar números é bobagem, quando se trata de fé verdadeira. Se no Pará dois milhões de marianos vão às ruas, esse quantitativo é sinal da nossa confiança na Mãe de Deus e não um dado estatístico. Quanto mais gente sair às ruas para falar de Maria, melhor. Juntos, Brasil a fora,mundo a fora, no instante em que se exaltam as virtudes da Mãe da Igreja, realizamos a evangelização desejada por Jesus. Ao cantar para Maria, ao rezar para Maria, ao amar Maria, estamos construindo um caminho seguro para o coração do Redentor. Exaltar a grandiosidade do Círio não é colocálo no pedestal da glória, mas dizer, em números, o quanto os paraenses amam Nossa Senhora de Nazaré, que é Mãe de Deus, Mãe da Igreja e, pela misericórdia do Pai, nossa Mãe também. Desejo aos leitores da VOZ DE NAZARÉ – a voz de nossa Mãezinha – um Círio pleno de paz e da consciência cristocêntrica deste momento único em nossas vidas e na vida da Santa Igreja.“Respira-se Círio”. “Chegou a grande festa do Círio”. “Mais um Círio”. “É um mar de gente pelas ruas de Belém”. “É Círio, outra vez”. Estas e muitas outras simpáticas expressões manifestam a alegria do povo que celebra a Padroeira da Amazônia, Nossa Senhora de Nazaré! E não faltam também expressões outras que manifestam descontentamento da parte de alguns:“De novo esta confusão nas ruas de Belém!”. “A cidade está parada!”. “Este povo adora uma imagem!” Em tempo de pluralismo religioso é compreensível que assim aconteça; nenhum evento, de qualquer espécie, tem total concordância. Assim, os favoráveis às manifestações precisam ser tolerantes com os contrários; e vice-versa, osque não apoiam precisam respeitar a fé dos outros. Respeito às diferenças é fundamental na convivência plural. Em todas as manifestações religiosas – como as do Círio de Nossa Senhora de Nazaré – podem acontecercertos exageros que dão, aos de fora, uma visão distorcida, incompleta, até errônea da realidade que se celebra. Porém, não se pode julgar simplesmente pelos aspectos externos o que é a fé religiosa do povo cristão. Me pergunto, até meio racional que, espero, não seja exagerado: qual a melhor maneira de celebrar o Círio? Qual manifestação de fé neste tempo festivo agrada a Senhora de Nazaré? Encontro respos-ta numa meditação de Chiara Lubich: “Porque quero revê-la em ti”. Ei-la:“Entrei na igreja um diae, com o coração cheio de confidência, perguntei a Ele: ‘Por que quiseste ficar na terra, em todos os pontos da Terra, na dulcíssima Eucaristia, e não encontraste um modo, Tu que és Deus, de trazer e deixar também Maria, a Mãe de todos nós que peregrinamos?’ No silêncio,parecia responder: ‘Não a trouxe porque quero revê-la em ti. Embora não sejais imaculados, o meu amor vos virginizará, e tu, vós, abrireis braços e corações de mães à humanidade, que, como outrora, tem sede de seu Deus e da Mãe Dele. A vós, ora, lenir as dores, as chagas, enxugar as lágrimas. Canta as ladainhas e procura espelharte nelas!”. Feliz Círio!PE. ANTÔNIO MATTIUZ, CSJ (antoniomattiuz@gmail.com)CURSILHO DE CRISTANDADEOprofeta Isaías (Is 6,8-9), com tristeza viu a infidelidade e o sofrimento do povo de Israel. Ficou triste. Enquanto rezava, Deus lhe mostrou que ele também estava triste, falou que precisava salvar aquela gente. Deus disse a Isaías que precisava de ajudantes para falar e agir em seu nome, e perguntou: “A quem enviarei”? Isaías ficou sério e reconheceu ser pecador, frágil, de lábios impuros, e pensou: “Ai de mim”! Mas um anjo voou atén Diác. Nonato Santos“Aesperança dos pobres jamais se frustrará” (Sal 9,19). Tema do III Dia Mundial dos Pobres, cuja mensagem do Santo Padre o Papa Francisco nos oferece a oportunidade de nós, homens e mulheres, jovens e idosos, voluntários comprometidos com a Caritas, para ouvir mais uma vez o renovado chamado do Papa para contribuir para restaurar a esperança aos pobres. A mensagem que o Papa nos dirigiu foi simples, direta e forte: “osA quem enviarei? Eis-me aqui, Senhor. ele e o purificou com uma brasa ardente. Então Isaías respondeu: “Senhor, aqui estou. Envia-me”. Deus lhe disse: “Vai, e dize ao povo aquilo que eu te sugerir”. Isaías foi e tornou-se profeta e ardente missionário. Também a ti Jesus chamou para ajuda-lo a salvar o mundo. Não só o cursilhista, mas todo o batizado é chamado a ajudar Jesus a salvar oviolência, roubos, mentiras, desonestidade e com todo tipo de maldades. Ninguém está satisfeito com essa realidade; Deus também não, pois ele vê seus filhos na desolação. O mundo precisa ser salvo. Mas a lavoura do Senhor é grande e os trabalhadores são poucos. Deus precisa de trabalhadores para ajuda-lo a evangelizar e anunciar o Reino de Deus, isto é, formar um novo tipo desociedade amiga, fraterna, justa e amável. Já ouviu a sua voz convidando você a ajudá-lo nesta missão? Você respondeu como Isaías ou disse não? No Cursilho você ouviu o convite de ser as mãos, os braços, os olhos, a língua e o coração de Jesus. Não se pode ficar de braços cruzados. Você se sente pequeno, frágil e pecador? Mas não tem problema, pois “basta-te a sua graça”.Terceiro Dia Mundial dos Pobres pobres não são figuras, mas pessoas” às quais devemos ajudar, acompanhar, proteger, defender e salvar. E isso não é possível sem humildade de ouvir. Ele nos lembrou que “para aqueles que querem percorrer o caminho da caridade, humildade e escuta significam ouvir os mais pequenos”, porque é através deles como Deus se revela. Ele nos convidou para nunca olhar para ninguém por cima do ombro! A única vezFundado em 5 de julho de 1913 FUNDADOR Pe. Florence Dubois, barnabitaARQUIDIOCESE DE BELÉM-PARÁmundo, ser mensageiro e anunciar um novo tipo de sociedade, o Reino. Após a sua ressurreição, Jesus tornou-se espiritual e invisível. Os homens, feitos de matéria, só vêem e ouvem o material. Por isso, Jesus age e fala através dos seus discípulos para salvar o mundo. Bem mais do que no passado, o mundo de hoje é infeliz. Vive com muito medo, sofre com assassinatos, assaltos,São Paulo também era pecador, mas disse a Jesus: “Senhor, o que queres que eu faça”? Jesus o enviou à Igreja de Damasco e lhe disse: “Lá te dirão o que deves fazer”. Também a você a Igreja te diz: “Vai anunciar”! Coragem! Cristo conta contigo! Entra num Núcleo, num Grupo de cursilhistas e fazer a tua parte. Sem Núcleos tudo é mais difícil e complicado. Cursilhista! Responde como Isaías: “Senhor, eis-me aqui. Envia-me e eu te ajudarei a salvar o mundo”.PRESIDENTE Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo Metropolitano de Belém do Pará VICE-PRESIDENTE Antônio de Assis Ribeiro Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belém do Paráque é permitido olhar para uma pessoa por cima, insistiu, é só quando você tem que ajudar essa pessoa a se recuperar. Com efeito, é nosso dever, e nossa responsabilidade, e nossa missão anunciar a Boa Nova, para servilos com humildade, sem arrogância, mas com abnegação, em nome do único mestre, Cristo. A preparação para o Dia Mundial dos Po-DIRETOR GERAL Padre Roberto Emílio Cavalli Junior DIRETOR ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Marcos Aurélio de Oliveira DIRETOR DE COMUNICAÇÃO Mário Jorge Alves da Silva DIRETOR DE CAPTAÇÃO DE RECURSOS Kleber Costa Vieirabres em nossa arquidiocese, com a presença dos nosso Bispos, iniciou-se com missa de aberturadia 13 de setembro, na Basílica Santuário de Nazaré, presidida por nosso arcebispo Dom Alberto Taveira Correa, tendo em seguida a formação de mesa redonda na casa de Plácido, abordando o tema. Em mensagem, Dom Alberto diz que ao aproximar-se dos pobres, a Igreja des-cobre que é um povo, espalhado entre muitas nações, que tem a vocação de fazer com que ninguém se sinta estrangeiro nem excluído, porque a todos envolve num caminho comum de salvação. Que nossa Igreja de Belém quer celebrar o III Dia Mundial dos Pobres com respeito profundo pelo Senhor, que está presente especialmente nos mais sofredores e excluídos da sociedade.COORDENAÇÃO Bernadete Costa (DRT 1326) CONSELHO DE PROGRAMAÇÃO E EDITORAÇÃO Padre Agostinho Filho de Souza Cruz Cônego Cláudio de Souza Barradas Alan Monteiro da Silva EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Sérgio Santos (DRT/PA 579) Assinaturas, distribuição, administração e redação Av. Gov. José Malcher, Ed. Paulo VI, 915 CEP: 66055-260- Nazaré, Belém - PA Tel.: (91) 4006-9200/ 4006-9209. Fax: (91) 4006-9227 Redação: (91) 4006-9200/ 4006-9238/ 4006-9239/ 4006-9244/ 4006-9245 Site: www.fundacaonazare.com.br E-mail: voz@fundacaonazare.com.br Um veículo da Fundação Nazaré de Comunicação CNPJ nº 83.369.470/0001-54 Impresso no parque gráfico de O LiberalFUNDAÇÃO NAZARÉ DE COMUNICAÇÃOARQUIDIOCESEBELÉM, DE 11 A 17 DE OUTUBRO DE 2019Homilia de DOM ALBERTO no Sínodo para Amazônia3LUIZ ESTUMANONA HORA MÉDIA na sala do Sínodo que acontece no VaticanoNa manhã de terça-feira, dia 8, o Arcebispo Metropolitano de Belém, Dom Alberto Taveira Corrêa, foi o epíscopo responsável pela homilia da oração da Hora Média, proferida em português na Sala“Ado Sínodo, na presença do Santo Padre e dos Padres Sinodais. Em sua homilia Dom Alberto reflete sobre os sentimentos e necessidades do mundo atual, sobretudo no que diz respeito à Amazônia e os que nela vivem,ssim diz o Senhor: Ponde em prática a justiça e o direito, livrai o oprimido das mãos do opressor, nunca prejudiqueis ou exploreis o migrante, o órfão e a viúva nem jamais derrameis sangue inocente no país” (Jr 22,3). Começamos a salmodia de hoje reconhecendo que a plenitude da lei é o amor. No terceiro dia do Sínodo dos Bispos para a Pan-Amazônia, somos convidados a proclamar que a Palavra do Senhor é mais doce do que o mel silvestre abundante em nossas terras, e afirmamos a certeza de que da lei de Deus recebemos a inteligência necessária para os trabalhos a serem empreendidos, comprometendo-nos a rejeitar todos os caminhos da mentira (Cf. Sl 118 (119), 103-104). De forma gratuita, vindo o convite da bondade de Deus, cruzamos as portas para entrar nesta casa (Cf. Jrmuitos desses os ditos esquecidos, pobres e sofredores, pessoas que a Igreja deve acolher para responder seus anseios, promoção dos direitos e dignidade. n ARCEBISPO Dom Alberto, de BelémLeia a homilia na íntegra:22,2), convocados para o compromisso exclusivo com o Senhor e sua Palavra de Vida e Salvação. Em nós, também o Povo de Deus na Grande Amazônia adentra por estas portas. Trazemos conosco a responsabilidade descrita na Gaudium et Spes: “As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para comunicá-la a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e inti-mamente ligada ao gênero humano e à sua história” (GS 1). Não podemos defraudar estas esperanças Para os participantes desta Assembleia Sinodal, cruzar estas portas significa o exercício da autoridade e a dignidade, para responder aos anseios de nosso povo por seus direitos e dignidade, já que, pastores escolhidos pela misericórdia de Deus, somos guardiães do bem e sentinelas da verdade. Vivendo num mundo pluralista e diversificado, chamados a conviver com tantas diferenças e respeitá-las, desejamos tomar posse de valores cujas bandeiras pertencem ao Senhor e nos cabe desfraudá-las com vigor. De fato, o Senhor ama a justiça e odeia a iniquidade (Cf. Sl 45/44,58), e de modo especial quem recebeu a unção para o ministério episcopal há de revestir-se dela. Ressoe em nossos ouvidos e em nos-sos corações o clamor de oprimidos, migrantes, órfãos e viúvas e o sangue de tantos inocentes derramado durante a nossa história, dos quais os Bispos são chamados a ser defensores, como nos foi pedido no Rito de ordenação. De fato, dissemos “Quero” quando nos foi perguntado se por amor a Deus, queríamos mostrar-nos afáveis e misericordiosos para com os pobres e peregrinos e todos os necessitados e dispostos a procurar as ovelhas errantes e conduzi-las ao rebanho do Senhor (Cf. Rito da ordenação de um Bispo). “Ponde em prática a justiça e o direito, livrai o oprimido das mãos do opressor, nunca prejudiqueis ou exploreis o migrante, o órfão e a viúva nem jamais derrameis sangue inocente no país”. Dom Alberto Taveira CorrêaArcebispo Metropolitano Arquidiocese de Belém do ParáMissa na Basílica de São Pedro abre o SÍNODO para a Amazônia C o m p re s e n ç a d e grupos indígenas brasileiros, a missa de domingo, dia 6, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, foi especial: o Papa Francisco abriu oficialmente o Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia. A cerimônia começou pontualmente às 10h, no horário de Roma, e contou com a presença da Arquidiocese de Belém nas pessoas do Arcebispo Metropolitano, Dom Alberto Taveira Corrêa, seus bispos auxiliares, Dom Irineu Roman e Dom Antônio de Assis Ribeiro, e o vigário geral para a Pastoral, Monsenhor Raimundo Possidônio Carrera da Mata. “O fogo que destrói, como aquele que devastou a Amazônia, não é o do Evangelho”, afirmou o papa. Em sua homilia, o papa acolheu os bispos sinodais e falou sobre a importância de “caminhar juntos”, citando o apóstolo Paulo. “Somos bispos porque recebemos um dom de Deus. Recebemos um dom para sermos dons. Um dom não se compra, não se troca e não se vende. Recebese e se dá de presente”,disse, falando sobre a importância de que os religiosos sejam pastores, e não funcionários. “Dom recebido é para servir.” A cerimônia contou com leituras em português e espanhol, idiomas falados nos países com territórios amazônicos. Dos cerca de 250 convocados pelo papa para participar do Sínodo, 58 são brasileiros, a maior delegação. O relator-geral do Sínodo é o cardeal brasileiro Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam). O encontro, que ocorre deste domingo, 6, até o dia 27, deve tratar de temas sociais, ambientais e religiosos dos nove países que têm territórios na Amazônia. Além do Brasil, são Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Guiana, Guiana Francesa, Venezuela e Suriname. Papa Francisco também lembrou daqueles que foram mortos em lutas e missões na região amazônica. “Querido cardeal Hummes”, dirigiu-se ao brasileiro. “Quando chegar a cidades pequenas amazô-DIVULGAÇÃOn ABERTURA do Sínodo especial para a Amazônia, no Vaticanonicas, vá ao cemitério procurar os túmulos dos missionários. Um gesto da Igreja por aqueles que derramaram suas vidas na Amazônia. Não nos esqueçamos deles, merecem ser canonizados.” “Muitos irmãos e irmãs da Amazônia carregam cruzes pesadas e aguardam pela libertação do Evangelho”, pontuou Francisco. Entre os participantes estão religiosos como bispos, padres e freiras, mas também leigos convidados – cientistas e pessoas ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU). A expectativa é grande sobre os debates, principalmente por conta da crise climática contemporânea e de recentes declarações do governo brasileiro sobre problemas ambientais na Amazônia, que repercutirammal no exterior. Um dos cientistas que participam do evento é o climatologista brasileiro Carlos Nobre, que integrou a equipe que venceu o Nobel da Paz em 2007 e é um dos mais renomados especialistas do mundo em sua área. Nobre é do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo. Em conversa com a reportagem, ele avaliou que o Sínodo mostra que a Amazônia “tornou-se um assunto de preocupação mundial”. “Ainda que não tenha sido planejado para tanto, o Sínodo acontece num momento no qual os desmatamentos e queimadas vêm aumentando perigosamente e a discussão vem recebendo grande atenção”, disse ele ao Estado. “O encontro permitirá que se discuta novos modelos dedesenvolvimento para a Amazônia, uma bioeconomia de floresta em pé e com o empoderamento de suas populações.” Em conversa com o Estado, o padre jesuíta norte-americano James Martin, consultor do Vaticano, definiu o Sínodo como “um tempo para a Igreja se reunir e meditar sobre os muitos desafios que enfrenta, não apenas em termos de meio ambiente”. “Mas também como ajudar a Igreja a alcançar pessoas em lugares que muitas vezes não são servidos por padres e paróquias”, comentou ele. “E a maneira como essa região responde a essas perguntas ajudará outras áreas a enfrentar seus próprios problemas através desse importantes modo de discernimento.” “O papa Francisco convocou um Sínodo So-bre a Amazônia porque essa região merece um Sínodo”, afirmou ele. Segundo o Instrumento de Trabalho, o documento divulgado anteriormente para nortear as discussões do Sínodo, os temas que devem ser debatidos vão desde a situação das comunidades indígenas e ribeirinhas até a exploração internacional dos recursos naturais da região. Os bispos também vão discutir a violência, o narcotráfico e a exploração sexual que vitimiza os povos locais, as práticas de extrativismo ilegal, o desmatamento, a poluição dos rios e as ameaças à biodiversidade, a crise climática global, os danos possivelmente irreversíveis da floresta e o posicionamento de governos quanto a projetos econômicos prejudiciais à natureza.4IGREJABELÉM, DE 11 A 17 DE OUTUBRO DE 2019CÔN. CLÁUDIO BARRADAS (claudiobarradaspe@gmail.com)MISCELÂNEAEDYR Augusto III Como prometi na edição retrasada, - semana passada não escrevi esta coluna por estar acamado – começo, nesta, a me adentrar na biografia de Edyr Augusto, cuja peça “Abraço”, da qual sou um dos intérpretes (a outra é a atriz Zê Charone), há pouco saiu de cartaz. Seu nome completo: Edyr Augusto Camarão Proença. Como eu, nasceu em Belém, só que 24 anos depois de mim, ou seja, 1954, data em que eu trabalhava na, ao que me parece há muito extinta, Companhia In-Filho de Edyr de Paiva Proença, grande nome da radiofonia paraense ternacional de Seguros, lotado no ramo Vida. Está com 61 anos, ao que sei bem vividos. Filho de Edyr de Paiva Proença, grande nome da radiofonia paraense, diretor de esportes e locutor esportivo (aqui pranós incomparável transmissor de uma partida de futebol, mesmo à distância), sem estar pessoalmente no estádio, da gloriosa PRC-5, Rádio Clube do Pará, onde tive a honra
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