Documents

Morte e Luto - o Que Fazer Quando o Cachorro-gato Morre

Description
aaaaaa
Categories
Published
of 6
All materials on our website are shared by users. If you have any questions about copyright issues, please report us to resolve them. We are always happy to assist you.
Share
Transcript
  Morte e luto: o que fazer quando o cachorro/gato morre? POR LUIZA CERE! A #E A$$I$ Nunca queremos que esse dia chegue, mas infelizmente os cães e gatos têm vidascurtas e morrem antes de nós. Só quem já perdeu um peludo sabe o quão dolorosopode ser. l!m da dor, há muitas d vidas que envolvem a morte, como o que fazer com o corpo,como contar para as crian#as, o que fazer com as coisinhas do pequeno, como lidar comos animais que ficaram e como lidar com a dor da perda.$ostaria de e%plicar todos esses quesitos de uma forma jornal&stica e imparcial, mas nãoserá poss&vel. No dia '()*')*+, o meu companheiro de quatro patas morreu. os *+anos de idade, Stitch não aguentou ao nono edema pulmonar e foi para o c!u dosanimais.or conta dessa perda, passei por um processo, que agora posso compartilhar e ajudar outras pessoas a passar por essa dif&cil situa#ão. Proce%%o% nece%%&r'o% (ara l'dar com o luto'%'ta% na U)I . Se seu cãozinho)gatinho ficar mal e for internado, vá visita-lo na /0 eleve filho ou parentes mais pró%imos ao pequeno. 1 importante fazer essa 2despedida3.4u conversei com o Stitch, como se ele fosse uma pessoa. 5isse que não queria que elesofresse, e permitia a ida dele. ode parecer chocante ver o animal naquele estado, mas! importante na hora de lidar com a perda. Eutan&%'a human'zada . Se seu peludo está sofrendo muito, alguns veterinários podemindicar a eutanásia. 6 ideal ! que ela seja feita na sua casa, com todos os familiares emvolta 7incluindo outros animais8, na caminha ou local de conforto de vocês. ode parecer mórbido, mas au%ilia muito quando ele se for. el*r'o . 4%iste velório de animais, assim como de humanos. No caso do Stitch, aveterinária preparou o corpo e dei%ou numa salinha especial para que eu e minha mãepud!ssemos nos despedir. 9oi e%tremamente importante passar por isso. :ealmente  nos despedimos, agradecemos, choramos e ficamos com as lembran#as boas daqueleserzinho peludo. 1 comum não acreditarmos que o bichinho morreu e sentirmos que elevai voltar a qualquer momento. ;er o corpinho dele já sem vida, ajuda a concretizar amorte. 1 importante, inclusive, que os outros animais da casa possam ver o corpinho doanimal falecido. Ca'+a de recorda,-o .  primeira coisa que quis fazer foi juntar todas as coisinhas doStitch em uma cai%a. lgumas coisas consegui doar, mas outras ainda estão na cai%a. 1importante manter recorda#<es. 6 tamanho da cai%a pode diminuir, mas sempre haveráum pertence dele para quando a saudade bater. #e'+e que falem.  1 comum que todos tenham uma fórmula mágica para lidar com aperda. =onselhos não faltam nessas horas. 6 mais importante ! fazer o que seucora#ão mandar> =hore mesmo> egue as fotos e filminhos dele, sente em um canto ese acabe de chorar> ssista filmes que lembrem ele e chore> Não tenha vergonha. judaa lidar com a perda. 4u, por e%emplo, assisti ?ilo @ Stitch. Auitos foram contra, mas foinecessário para mim. Conte com o% am'go% . Nos primeiros dias, tive muita dificuldade de voltar para casa. t! hoje ! dif&cil entrar e sair do apartamento. arece que ele ainda virá na porta. arafugir dessa ang stia, nos primeiros dias dormi na casa de amigos. 4les não me davamconselhos estapaf rdios e só tocavam no assunto morte, se eu permitisse. 5ividir a dor,ajuda a lidar com ela. Sofrer sozinho, dói mais. O que fazer com o cor(o? 4ssa ! uma das grandes d vidas de todos. lguns enterram no quintal, outros jogam noli%o. Aas o que ! o certoB;ocê tem duas op#<esC enviar para o ==D 7=entro de =ontrole de Doonose8 daprefeitura, para fazer uma incinera#ão 7crema#ão8 coletiva ou contratar um crematórioparticular.Se seu pequeno morreu em casa, você pode entrar em contato com uma =l&nica;eterinária, onde os procedimentos serão adequados para manter a sa de p blica . Senão for poss&vel ir a uma =l&nica ;eterinária, entre em contato diretamente com o =entro  de Doonoses 7==D8 da cidade. 4sse ! departamento da refeitura responsável por recolher os amiguinhos após sua partida. Nunca dei%e o corpo em ca#ambas ou li%ocomum./amb!m não ! recomendável enterrar o corpinho no quintal de casa. 2Euandoenterramos um animalzinho, a decomposi#ão do corpo libera chorume, que ! um l&quidoescuro resultante da decomposi#ão de corpos. 4ste l&quido ! rico em bact!rias,salmonela e duas substFncias tó%icasC putrescina e cadaverina, que contaminam o solo,len#ol freático e po#os artesianos. l!m de ser prejudicial ao meio ambiente e G sa dep blica3 alerta a m!dica veterinária sanitarista HanI $il./enha calma na hora de decidir o destino no pequeno. Não permita que ningu!m decidapor você. o escolher enviar o corpo ao ==D, você não terá custo. 6 próprio hospitalchama esse servi#o, sem você se preocupar com nada.  crema#ão do corpinho do seupeludo será feita com os de outros animais. ;ocê não irá participar e não receberá ascinzas.=omo os pets são cada vez mais membros da fam&lia, há um servi#o especializado emcrema#ão dos peludos. Há tinha ouvido falar do =emit!rio e =rematório de nimais e doet Aemorial. 6 próprio hospital que o Stitch morreu, já passou o contato do etAemorial. ?ocalizado no 0migrantes, eles cuidam de tudoC velório, crema#ão, entrega daurna com as cinzas e at! atendimento psicológico.9iquei impressionada como todos os atendentes estão preparados para lidar com amorte. Auito atenciosos e compreensivos com a importFncia do animal, fui atendidaprontamente. m vendedor veio at! a minha casa para que eu escolhesse a urna 7sãomuitas op#<es. ma mais linda que a outra8. Não quis fazer o velório com eles, pois jáhavia feito no hospital. Aas o principal foi o acompanhamento psicológico. Como contar (ara a% cr'an,a%? 4sque#a as frases 2ele dormiu para sempre3, 2virou estrelinha3, 2foi morar com papai doc!u3 ou 2fugiu3.  psicóloga infantil /hais zevedo e%plica que a morte de um animalpode ser um momento especial para e%plicar o conceito de morte. erder essa  oportunidade, pode dificultar lidar com o assunto na fase adulta.  partir dos J anos, acrian#a já consegue entender o conceito da morte.6 processo pode ser facilitado se a crian#a visitar o animal na /0 e for ao enterro. 2Nãopodemos for#ar a crian#a. 5evemos e%plicar o que ! uma /0 e um enterro para entãoperguntar se ela quer ir. Se não quiser, deve ser respeitada3 ensina /hais.  crian#a pode parecer lidar com o luto com muita maturidade e tentar consolar os pais,ao vê-los tristes. Aas ela tamb!m está triste pela morte do amiguinho. ssistir filmesfazer brincadeiras que remetam ao assunto ou desenhar podem ajudar a e%ternalizar essa dor. Não pense que ela não se importa com a perda pelo simples fato de continuar a vida normalmente. 4la pode estar sofrendo tanto quanto você. 1 importantereconhecer a dor que ela sente.4star dispon&vel para escutar as histórias e responder aos infindáveis questionamentos,! de e%trema importFncia. Se não souber a resposta, pergunte a opinião da crian#a oubusquem, juntos, as poss&veis respostas. Não hesite em pedir ajuda de um profissional. M'nha e+(er'nc'a  o conversar com a psicóloga do et Aemorial, Hoelma :uiz, ela sugeriu que eucontasse um pouquinho do meu processo de luto, para poder ajudar outras pessoas. 4lame contou que muitos acham que luto de bicho ! besteira, mas ! tão intenso quanto deum parente pró%imo. pesar dele ter morrido, o processo de morte foi uma ben#ão. 4le estava no meu colo,anestesiado, quando come#ou a passar mal. 9iquei com ele at! o ltimo minuto. Nãopresenciei o e%ato momento que ele se foi, mas pude ficar com ele at! sentir o corpinhoficar gelado. Huro que foi importante passar por tudo isso. o chegar em casa, postei nas minhas redes sociais o ocorrido. 9oi de e%tremaimportFncia receber todas aquelas mensagens de apoio. Aas ainda assim, parecia queeu iria busca-lo no hospital, vivo, no dia seguinte, como havia feito por várias vezes. 6dia seguinte chegou e a ficha come#ou a cair. 4vitava falar sobre o assunto, mas quandoolhava para a sala e não via sua caminha, meu cora#ão apertava.
Search
Tags
Related Search
We Need Your Support
Thank you for visiting our website and your interest in our free products and services. We are nonprofit website to share and download documents. To the running of this website, we need your help to support us.

Thanks to everyone for your continued support.

No, Thanks