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Embriologia do Sistema 1 Genital Feminino José Carlos J. Conceição I NTRODUÇÃO Ainda que o mesonefro também seja um órgão excretor transitório, o ducto mesonéfrico ou de Wolff (Fig. 1.2) é de Conhecer o desenvolvimento do sistema genital femi- grande importância, pela
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  Embriologia do SistemaGenital Feminino José Carlos J. Conceição IIIII NTRODUÇÃONTRODUÇÃONTRODUÇÃONTRODUÇÃONTRODUÇÃO Conhecer o desenvolvimento do sistema genital femi-nino e sua anatomia é fundamental para a compreensão desua fisiologia e de sua fisiopatologia, assim como para o tra-tamento de inúmeras doenças ginecológicas. A estreita relação anatômica entre os sistemas genital eurinário reflete uma íntima relação embriológica entre es-tes, parecendo, inclusive, que o urinário pode influenciar odesenvolvimento do genital. Ambos se srcinam do meso-derma e endoderma, e o início do desenvolvimento do siste-ma urinário antecede o do genital, ainda que grande partede suas evoluções sejam concomitantes. Assim sendo, iniciaremos nosso estudo abordando as-pectos da embriologia do sistema urinário mais diretamenterelacionados ao sistema genital por entender que essa or-dem trará facilidades naturais.O mesoderma intermediário, que srcina os dois siste-mas, estende-se por todo comprimento da parede dorsaldo embrião. Na região do tronco, as massas de mesoder-ma localizadas a cada lado da aorta primitiva são deno-minadas cordões nefrogênicos (Fig.1.1). A partir delas,surgem protuberâncias longitudinais na parede dorsal dacavidade celomática que recebem o nome de cristas uro-genitais (Fig.1.1), de onde se srcinarão as estruturasrenais e genitais. SSSSS ISTEMAISTEMAISTEMAISTEMAISTEMA  UUUUU RINÁRIORINÁRIORINÁRIORINÁRIORINÁRIO O desenvolvimento do sistema urinário resume-se àsucessão cronológica de três grupos de órgãos excretores: opronefro, o mesonefro e o metanefro   (Fig. 1.2).O pronefro surge no início da quarta semana, consti-tuído por estruturas transitórias e não-funcionantes quelogo se degeneram. Embora a maioria dos seus ductos sejautilizada pelo mesonefro, este surge no final da quarta se-mana, caudalmente ao pronefro. Ainda que o mesonefro também seja um órgão excretortransitório, o ducto mesonéfrico ou de Wolff (Fig. 1.2) é degrande importância, pelas seguintes razões:1.Cresce em direção caudal para se abrir na cloaca, esta-belecendo a primeira comunicação de um canal excre-tor com o meio externo.2.É ponto de partida para o desenvolvimento do metane-fro, que srcina o rim definitivo.3.Diferencia-se no ducto sexual, no sexo masculino.4.Pode ter papel indutor do desenvolvimento do ductoparamesonéfrico ou de Muller, no sexo feminino.O rim mesonéfrico consiste em glomérulos e túbulosmesonéfricos, que desembocam no ducto mesonéfrico e quefuncionam interinamente até que os rins permanentes sedesenvolvam.O metanefro inicia seu desenvolvimento na quinta se-mana, srcinando os rins permanentes que começam a pro-duzir urina entre a nona e a 11 a  semanas. Consiste nodivertículo metanéfrico ou broto ureteral e na massa meta-néfrica de mesoderma intermediário.O broto ureteral se srcina do ducto mesonéfrico pró-ximo à sua entrada na cloaca. É o primórdio do ureter, pelverenal, cálices e túbulos coletores e, à medida que se alongaem direção cranial e penetra o mesoderma metanéfrico,induz à formação da massa metanéfrica de mesoderma in-termediário na sua extremidade (Fig. 1.3). A massa meta-néfrica srcinará a unidade funcional renal (néfron).É importante notar que a localização inicial dos rins éna pelve, um próximo ao outro. Com o crescimento doabdome e da pelve, os rins passam, gradualmente, a umalocalização abdominal e se afastam, chegando a uma posi-ção definitiva em torno de 19 semanas. Portanto, a suaascensão ou migração cranial se deve muito mais ao cres-cimento caudal do corpo do embrião do que ao seu própriodeslocamento cranial. 1 © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA   2 G I   N   E   C   O   L   O   G   I    A   F U   N   D    A    M   E   N   T    A    L © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA PronefrosAlantóideCloacaBroto ureteralDuctomesonéfricoSeio urogenitalMesonefroDuctomesonéfricoBroto ureteralSepto urorretal  A cloaca (srcem endodérmica) é dividida pelo septourorretal numa porção dorsal e outra ventral ou seio uroge-nital (Fig.1.4). Este, por sua vez, contém três partes:1.Cranial vesical contínua com o alantóide.2.Parte média pélvica que origina toda a uretra e a bexiga.3.Parte caudal fálica que cresce em direção ao tubérculogenital. Fig. 1.1  — Cordões nefrogênicos e cristas urogenitais com suas relações anatômicas. Fig. 1.2  —   Desenvolvimento dos rins e ureteres. Fig. 1.3  — Broto ureteral srcinando-se do ducto mesonéfrico e induzindo a formação da massa metanéfrica em sua extremidade.O septo urorretal dividirá, progressivamente, a cloaca. Fig. 1.4  — A) A cloaca é dividida, pelo septo urorretal, nas porções ventral e dorsal. B)   A massa metanéfrica progride no seu desenvolvimento para srcinar o rim definitivo.  A região do trígono vesical é derivada das porções finaisdo ducto mesonéfrico. O epitélio vesical se srcina do endo-derma do seio urogenital. À medida que a bexiga se alarga,passa a incorporar as porções distais do ducto mesonéfricoe os orifícios ureterais se afastam, abrindo-se diretamentena bexiga (Fig.1.5).O ducto mesonéfrico degenera no sexo feminino. DDDDD ETERMINAÇÃOETERMINAÇÃOETERMINAÇÃOETERMINAÇÃOETERMINAÇÃO   DODODODODO  SSSSS EXOEXOEXOEXOEXO O sexo genético é determinado na fecundação pelotipo de espermatozóide. Entretanto, o sistema genital per-manece morfologicamente indiferenciado em ambos os se-xos até a sétima semana, quando as gônadas começam aadquirir suas características. A este período denomina-seestágio indiferenciado do desenvolvimento sexual. As gônadas se srcinam de três fontes:1.Mesotélio ou epitélio mesodérmico que recobre a pare-de posterior do abdome. NotocórdioCordão nefrogênicoIntestino médioSaco vitelinoTubo neuralPrega urogenitalCelomaintra-embrionário AB PorçãovesicalPorção pélvicaPorção fálicaRetoSeiourogenitalDucto mesonéfricoMetanefrosBexigaUréter RetoSepto urorretal   3 G I   N   E   C   O   L   O   G   I    A   F U   N   D    A    M   E   N   T    A    L © Direitos reservados à EDITORA ATHENEU LTDA Ducto mesonéfrico AortaPrega gonadal Ducto paramesonéfricoDuctomesonéfricoPrimórdioda gônadaCélulasgerminativasprimordiaisMesonefrosDucto mesonéfricoMetanefrosUréter MesonefrosBroto ureteralDucto mesonéfrico 2.Mesênquima subjacente a esse epitélio.3.Células germinativas primordiais (Fig. 1.6).Na quinta semana, surge uma área de espessamentodo epitélio celomático (mesotélio) medialmente ao mesone-fro, que se tornará mais evidente com a proliferação doepitélio e do mesênquima subjacente, produzindo uma pro-tuberância, a crista gonadal (Figs. 1.6 e 1.7). Fig. 1.5  — A)   Bexiga se alarga e incorpora as porções distais dos ductos mesonéfricos, que participarão na formação do trígono vesical. B)   Os orifícios ureterais passam a se abrir diretamente na bexiga. Fig. 1.6  — Células germinativas migram pelo mesentério para chegar às cristas gonadais. Fig. 1.7  — Proliferação do epitélio celomático e do mesênquima subjacente, formando a crista gonadal. Células germinativas chegam à crista gonadal.  As células germinativas primordiais migram da parededa vesícula vitelina (endoderma) através do mesentério dointestino posterior até as cristas gonadais, chegando aomesênquima e se incorporando aos cordões sexuais primá-rios, na sexta semana. Ainda por volta da sexta semana, o epitélio celômicoemite projeções digitiformes que penetram o mesênquima eque são chamadas de cordões sexuais primários   (Fig. 1.8).Nesse estágio, a gônada consiste em um córtex externo eem uma medula interna. Nos embriões com carga cromos-somial XX, o córtex diferencia-se em ovário com regressãoda medula e nos embriões de carga XY a medula se diferen-cia em testículo com regressão do córtex. Fig. 1.8  — Projeções do epitélio celomático formando os cordões sexuais. AB Intestino posterior CélulasgerminativasprimordiaisMesênquima
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