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  158       p        ó      s    - pós v.19 n.32 ã  são paulo ã  dezembro 2012 Resumo A segunda metade do século 20 foi marcada pela revisão, crítica esuperação do pensamento urbanístico pautado nos ideais do MovimentoModerno. As tentativas de revisão desse movimento foram suplantadaspor experiências em que a questão urbana apoiava-se, necessariamente,no binômio cidade/ Arquitetura.A partir da década de 1970, são materializadas experiências queconfiguram uma inflexão nos fundamentos dessa prática urbanísticaanterior. A IBA de Berlim, a Vila Olímpica de Barcelona, e areconstrução de Berlim reunificada são exemplos, onde a cidadeexistente é enfrentada como objeto de estudo. Ditas experiências foramgenericamente rotuladas como contextualistas, visto que equiparam-se,em parâmetros similares, à cidade existente, ainda que apresentemprogramas e problemáticas distintas e bastante particulares. A ideia decidade como construção histórica, e de sua planimetria e imagem comopontos a serem resgatados são fatores que, em graus diferenciados,perpassam esses três episódios. Também a dura crítica à cidade doUrbanismo moderno é o argumento que está na raiz dessas formulações.Entretanto vemos que também essas experiências geraram diversascríticas, dando a entender que o problema da intervenção na cidadeexistente demandava, no final do século 20, a adição de novos fatores àlimitada equação do pensamento urbano contextualista. Os conceitosestabelecidos por Ignasi de Solà-Morales, no Congresso da   UniãoInternacional de Arquitetos (UIA) de 1996, parecem ter sido algumasdas pautas nas quais a complexidade da cidade contemporânea passoua ser trabalhada. Palavras-chave Ignasi de Solà-Morales, urbanismo contextualista, cidadecontemporânea, teoria da Arquitetura, Berlim, Barcelona. cris e   do u rbanismocont e  xt u alista 1 a Laís Bronstein 1  Texto apresentado no VIIISeminário de História daCidade e do Urbanismo,EAU-UFF, Niterói,novembro de 2004.  1  5  9 pós- artigos ã  p. 158-177 Resumen La segunda mitad del siglo 20 ha sido marcada por la revisión, crítica ysuperación del pensamiento urbano fundamentado en los ideales delMovimiento Moderno. Los intentos de revisión de este Movimiento hansido reemplazados por experiencias donde la cuestión urbana estuvorelacionada, necesariamente, con el binomio ciudad/arquitectura.A partir de la década de los 70 han sido materializadas experiencias queconfiguran una inflexión en los fundamentos de esta práctica urbanísticaanterior. La IBA de Berlín, la Villa Olímpica de Barcelona y lareconstrucción de Berlín reunificada son ejemplos en los que la ciudadexistente es considerada como objeto de investigación. Dichasexperiencias han sido genéricamente rotuladas como contextualistas, poractuar bajo parámetros similares con relación a la ciudad existente, noobstante sus programas y problemáticas distintas y singulares. La idea deciudad como construcción histórica, de su planimetría e imagen comopuntos a rescatar son cuestiones que, bajo diferentes grados, atraviesanestos tres episodios. Además la dura crítica a la ciudad del Urbanismomoderno es el argumento que está en la raíz de estas formulaciones.Sin embargo, dichas experiencias también han sido muy criticadas,donde se pudo concluir que el problema de la intervención en la ciudadexistente reivindicaba, a finales del siglo 20, la agregación de nuevosfactores a la limitada ecuación del pensamiento urbano contextualista.Los conceptos planteados por Ignasi de Solà-Morales en el Congreso de laUnión Internacional de Arquitectos (UIA) del 1996, parecen haber sidoalgunas de las pautas con las que se pasó a trabajar la complejidad de laciudad contemporánea. Palabras clave Ignasi de Solà-Morales, urbanismo contextualista, ciudad contemporánea,teoría de la Arquitectura, Berlín, Barcelona. L A CRISIS DEL URBANISMOCONTEXTUALISTA  160       p        ó      s    - pós v.19 n.32 ã  são paulo ã  dezembro 2012 Abstract The second half of the 20 th  century was marked by the review,criticism, and bringing down of the ideals of Modernism. Anyattempts to review Modernism were replaced by an urban experiencethat was strictly based on the city/architecture model.In the 1970s, some experiences marked a shift from previous urbanpractice. The Berlin IBA, Barcelona’s Olympic Village, and thereconstruction of reunified Berlin are examples of existing areas thatbecome the main objects of study. Such experiments were generallydeemed as contextualist studies, since they were based on similarapproaches when dealing with the existing city, despite theirparticular demands and contexts. In the context of the city as ahistorical construction, importance was placed on its image andplanimetry, aspects that are seen in different ways in the threecases listed above. Also, hard criticism toward the city of modernurbanism is based on the argument that lies at the root of theseformulations.However, we see that these experiences have generated somecriticism, implying that the issue of intervention in the existing cityin the late twentieth century demanded the addition of new factorsto the limited equation of urban contextualist thought. Theconcepts established by Ignasi de Solà-Morales at the 1966International Architects Union Congress seem to have laid thefoundations on which the complexity of the contemporary city havebeen based. Key words Ignasi de Solá-Morales, contextualist urbanism, contemporary city,architectural theory, Berlin, Barcelona. T HE CRISIS OF URBANCONTEXTUALISM  1 6  1 pós- artigos ã  p. 158-177 A crise do urbanismo contextualista Que a arquitetura é consubstancial à cidade está fora de dúvida. Que a cidade seja apenas uma arquitetura pode ser uma afirmação muito mais problemática.Na situação contemporânea, a arquitetura continua estando na cidade.Forma parte dela e materializa uma parte dos espaços em que se desenvolve a vida urbana. No entanto, hoje mais que nunca, comprovamos que a cidade é muito mais coisas que seus edifícios e suas arquiteturas. 2 A ideia de contextualismo se sustenta a partir da existência ineludível de seureverso mais imediato, o universalismo. O contextual, entendido como a busca doautêntico e do srcinal, tem suas bases no passado – memória, história e tradição,e no presente – lugar, cultura e ambiente, colocando-se em oposição ao universal,uma condição caracterizada pela ausência de limites, particularidades ouidentidades locais.Em Arquitetura e nos estudos sobre a cidade, tal dicotomia encontrou umamplo terreno fértil. A revisão do Movimento Moderno, iniciada nos últimosCongressos Internacionais da Arquitetura Moderna (Ciam’s), configurou umaprimeira tentativa de reformulação de determinados ideais urbanos - entre eles, aquestão do universalismo de suas propostas -, a partir de uma abordagem aindapautada na tradição desse Movimento. A ideia de imprimir, ao pensamentourbano, noções de identidade aliadas a uma mudança de escala no tratamentodos problemas do habitar, trouxe transformações no interior de um pensamentoque se mantinha operando sob a lógica produtiva da inovação e do progresso.Uma mudança mais substancial começa a ser delineada nesse panorama,quando o componente da história é incorporado ao discurso urbano. Inicialmenteintroduzido por Ernesto Nathan Rogers, em sua conceituação sobre as“preexistências ambientais”, e posteriormente, no discurso de Christian Norberg-Schulz, em suas considerações sobre o “ genius loci  ”, o contexto existente passa aconstituir um dos fatores inegociáveis, dentro de um novo pensamento sobre ascidades. Nessa equação, a Arquitetura, como elemento urbano por excelência, é omeio com o qual a cidade poderia ser trabalhada desde seu viés histórico ecultural, oferecendo novas respostas, frente à declarada crise do Urbanismomoderno.Em um texto elucidativo, Anthony Vidler (1976) pontua esse momento deinflexão. A associação inequívoca da Arquitetura com a cidade constitui um aporteque abre margem a um sem-número de interpretações, em que o contextourbano, sua arquitetura, história e memória são elementos oriundos de umatradição particular, própria e autônoma. Dissociados de seu tempo histórico e desuas ideologias srcinárias, as formas da arquitetura e as distintas morfologiasurbanas constituem, a partir de então, um vasto material passível de ser aderido àrealidade existente. Seja dentro de uma abordagem neorracionalista, de caráter 2  SOLÀ-MORALES, Ignasi. Presente y futuros. La arquitectura en las ciudades  . Catálogo do XIXCongresso da UIA,Barcelona, 1996, p. 10.
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