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  SUMÁRIO PREFÁCIO Osmar Santos 9 APRESENTAÇÃO Fernando Henrique Cardoso 13 Paulo Machado de Carvalho 17 COMENTÁRIOS César Rosa 21 Luiz Fernando Magliocca 23 Paulinho Leite 27 Brim Filho 29 Serginho Leite  31 INTRODUÇÃO À NOVA EDIÇÃO  33 1 | A história do rádio  37 2 | Processo da comunicação 66 3 | A impostação de voz 69 4 | Locução: produção da voz 72 5 | Exercícios práticos 79 6 | Desenvolvendo a voz profissional 98 7 |Cuidados e prevenções: voz profissional 102 8 | Voz: combinação dos sons em palavras 109 9 | Características do rádio 118 10 | Linguagem do rádio 123  11 | Características da linguagem radiofônica 129 12 | Regionalismo radiofônico 141 13 | Tecnologia se compra,mão-de-obra se forma 147 14 | Iniciação à prática de locução 152 15 | Técnicas de locução 161 16 | Antes de falar 180 17 | Durante a locução 189 18 | O locutor e o microfone 192 19 | O locutor e o estúdio 200 20 | O locutor e o ouvinte 203 21 | Desenvolvimento, criação eapresentação de noticiosos 208 22 | Tipos de locução edefinição profissional 212 23 | Os quarenta principaiserros de locução 220 24 |Rádio: a magia da transmissão 237 25 | Organização de uma rádio 248 26 | As novas tecnologias chegam ao rádio 256 27 |Estrutura e funcionamento de uma rádio AM/FM 268 28 |Como vender e comercializar no rádio 273 29 |O radialista e a ética 283 CONSIDERAÇÕES FINAIS  󰀲󰀹󰀱 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS  󰀲󰀹󰀵  PREFÁCIO Osmar Santos 1 D󰁥󰁳󰁤󰁥 󲀜󰁧󰁡󰁲󰁯󰁴󰁩󰁮󰁨󰁯󲀝 󰁶󰁩󰁶󰁯 󰁤󰁥󰁮󰁴󰁲󰁯 󰁤󰁥󰁳󰁴󰁡 󰁣󰁯󰁩󰁳󰁡 󰁭󰁡-󰁲󰁡󰁶󰁩󰁬󰁨󰁯󰁳󰁡 󰁣󰁨󰁡󰁭󰁡󰁤󰁡 󰁲á󰁤󰁩󰁯 . As lembranças começam quando meu pai pedia silêncio em casa para ouvirmos o Repórter Esso, passam pelo meu início na Rádio Oswaldo Cruz e pela Rádio Clube de Marília, estendendo-se pela mi-nha vida numa necessidade cada vez maior de aprimorar aquela coisa que mexia comigo a ponto de optar pelo rádio 1 Foi trabalhando ao lado de Osmar Santos na Rádio Record de São Paulo que me apaixonei pelo futebol transmitido pelo rádio. Osmar Santos falava até cem palavras por minuto, sem atropelar nem engolir nenhuma palavra ou letra. Sua narração era maravilhosa, uma verda-deira obra-prima. Mas a “perfeição” na fala de Osmar não se resumia à dicção. O locutor usava a dramaticidade para reforçar a narração. Ele atuava como um autêntico mediador do jogo, já que precisava falar da partida para quem não a via, para quem estava no estádio e para os que ligavam a TV e sintonizavam sua narração no rádio. Para isso, Osmar valorizava a partida com muita dramaticidade, chamando constantemente a atenção do ouvinte. Meu respeito pelo Osmar também veio do respeito que ele tinha com o ouvinte, que se manifestava por essa mediação e também pelo carisma que exibia no trato com as pessoas. Osmar Santos se porta-va da mesma maneira diante de um faxineiro e do presidente da República. Esse carisma foi um dos componentes que o levou a ser o locutor oficial das Diretas-já, movimento popular do início da década de 1980. Foi com as Diretas-já que Osmar se consagrou nacionalmente. O sucesso foi fruto de uma preocupação constante de Osmar: por mais que sempre ressaltas-se seu lado paulista, ele procurou um método nacional de narrar, sem sotaque e expressões regionais. Sua maior marca, sem dúvida, era a criatividade. O que o diferenciou dos demais locutores de sua época foram seus jargões. A força das expressões de Osmar pode ser medi-da pela sua constante utilização: até hoje se fala “ripa na chulipa e pimba na gorduchinha”. Mesmo estando afastado desde 1994, em decorrência de um grave acidente automobilístico, ele mostrou seu apego à vida e ao trabalho. Quis Deus afastá-lo dos microfones, mas não do rádio. A consagração de Osmar Santos como um dos maiores locutores do rádio brasileiro se traduz também no que podemos chamar de “escola Osmar Santos de narração”, representada por locutores que hoje narram as partidas com um estilo muito semelhante ao seu. É com muita honra que recebo, com o prefácio deste livro, a enriquecedora participação do Pai da Matéria. O texto foi redigido em 1989, quando tive a oportunidade de atuar ao seu lado na Rádio Record AM de São Paulo. [N. do A.]  10  | CYRO CÉSAR em vez de engenharia. Fazer rádio para mim significa a mi-nha vida, de forma tão ligada que quando começo a falar do rádio começo a falar de mim mesmo.O rádio é um veículo de comunicação ligado a quase todas as pessoas por ter uma penetração muito grande, por ser de fácil aquisição e também por não tomar as pessoas por inteiro. Você pode dirigir ouvindo rádio, trabalhar, ler, dormir, acordar sem que ele o tome por inteiro. É diferente de pegar um jornal, um livro ou, ainda, assistir à televisão, ocasiões em que a pessoa tem de parar por completo. Sendo assim, sua presença é marcante no cotidiano das pessoas.Uma carreira dentro do rádio é construída como em qualquer outra profissão: o espírito deve estar preparado para enfrentar as dificuldades da competitividade do nosso meio. E, para fazer frente às dificuldades de qualquer pes-soa que se lance a esse meio, devem existir força de von-tade, perseverança, criatividade, iniciativa, um pouquinho de sorte e, principalmente, humildade.O profissional do rádio deve ser transparente para o seu público. Quando errar, deve assumir o seu erro, tentar ser o mais claro possível nas suas ideias e nos seus caminhos, usando muita criatividade; essas coisas têm me norteado durante toda a minha vida.Sinto, de uma maneira geral, que o rádio no Brasil tem muita carência de material didático. Há muito pouca coisa que fale de sua história e que tenha a facilidade de oferecer às pessoas uma ajuda ou fonte de consulta. Não existem fór-mulas ou regras para formar um locutor ou um comunica-  COMO FALAR NO RÁDIO | 11 dor. Seria como tentar ensinar uma pessoa a nadar de forma teórica, explicando os movimentos das batidas dos braços e pernas. Com o rádio é a mesma coisa: você tem de mergulhar por completo e se molhar de verdade, sujeitando-se muitas vezes a afogar-se nas frases mal elaboradas. O importante é que você comece na beira para poder chegar ao fundo. Vejo como um trabalho sério a iniciativa de Cyro César de elabo-rar um livro ( Como falar no rádio ), a fim de servir de apoio a todos aqueles que se propuserem falar no rádio.Posso dizer que seria o início de uma viagem sem fron-teiras ou limitações, na qual um apoio se faz tão necessário.Setembro de 1989.
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