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  98 Rev Bras Reumatol , v. 45, n. 2, p. 98-102, mar./abr., 2005 Rossi et al.   R  ELATO   DE  C  ASO C  ASE  R  EPORT RESUMO A oxigenoterapia hiperbárica consiste na respiração de oxigêniopuro sob pressão maior que uma atmosfera e vem sendo empre-gada no tratamento adjuvante de lesões ulceradas de várias etio-logias. Foram analisados retrospectivamente os prontuários deseis pacientes atendidos no Ambulatório de ReumatologiaPediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da FMUSP entre 1996 e 2002, submetidos à oxigenoterapia hiper-bárica. Esse procedimento foi indicado pela presença de osteo-mielite crônica e lesões ulceradas (por vasculite ou infecção)que não responderam ao tratamento habitual. Dois pacientesapresentaram poliarterite nodosa cutânea, dois osteomielitecrônica multifocal recorrente, um esclerodermia cutânea difusae um pioderma gangrenoso. Cinco pacientes eram do sexofeminino (idade variou de 6 a 13,2 anos). As sessões de oxige-noterapia hiperbárica foram realizadas sob pressões que variaramde 2,4 a 2,8 atmosferas absolutas, com duração de duas horas. Onúmero mínimo de sessões foi 18 e o máximo 80. Em cincopacientes houve completa cicatrização das lesões. A pacientecom esclerodermia cutânea abandonou o tratamento após adécima oitava sessão, pois retornou a sua cidade natal, commelhora parcial das lesões cutâneas. O principal evento adversodurante as sessões foi otalgia, após as primeiras sessões, quedesapareceu com diminuição da pressão dentro da câmara e daduração da sessão. Não foram observados perfuração timpânicaou outros eventos adversos. A oxigenoterapia hiperbárica foieficaz e bem tolerada nos pacientes com doenças reumatológicase lesões vasculíticas ulceradas ou infectadas e osteomielite crônica. Palavras-chave:  oxigenoterapia hiperbárica, esclerodermia, vas-culite, osteomielite, crianças e adolescentes. *Trabalho realizado na Unidade de Reumatologia Pediátrica do Departamento de Pediatria e Serviço de Oxigenoterapia Hiperbárica do Hospital das Clínicas daFaculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Recebido em 18/08/2004. Aprovado, após revisão, em 27/01/2005.1.Médica complementanda da Unidade de Reumatologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da FMUSP.2.Médica pós-graduanda da disciplina de Reumatologia da FMUSP.3.Mestre em Medicina pela FMUSP. Médica assistente da Unidade de Reumatologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da FMUSP.4.Médica-supervisora da Unidade de Terapia Intensiva do Trauma do Hospital das Clínicas da FMUSP. Médica Responsável pelo Serviço de OxigenoterapiaHiperbárica do Hospital das Clínicas da FMUSP.5.Doutor em Medicina pela FMUSP. Médico chefe da Unidade de Reumatologia Pediátrica do Departamento de Pediatria da FMUSP. Endereço para correspondência: Dr. Clovis Artur Almeida da Silva. R. Senador César Lacerda Vergueiro, 494/82, V. Madalena, CEP 05435-010, São Paulo, SP, Brasil.Tels. (11) 3069-8675/3069-8503; e-mail:clovisaas@icr.hcnet.usp.br Uso da Oxigenoterapia Hiperbárica em Pacientesde um Serviço de Reumatologia Pediátrica (*) Hyperbaric Oxygen Therapy in Patients of a Pediatric Rheumatology Service   Juliana Figueira M. R. Rossi (1) , Polyanna Maria Ferreira Soares (2) , Bernadete Lourdes Liphaus (3) ,Mariza D’Agostino Dias (4) , Clovis Artur Almeida Silva (5) ABSTRACT  The hyperbaric oxygen therapy consists in the breathing of pure oxygen under pressures higher than one atmosphere and has beenused in the treatment of ulcerated lesions of various etiologies.Six patients followed at the Rheumathology Unit, Instituto daCriança, Hospital das Clínicas, Faculty of Medicine, São Paulo University, between 1996 and 2002, were submitted to hyperbaric oxygen therapy. This therapy was indicated by the presence of chronic osteomyelitis and tissue ulcer (vasculitis or infection) not responsive to the usual treatment. Two patients presented cutaneous polyarteritis, two presented chronic recurrent multifocal osteomyelitis, one presented diffuse cutaneous sclerodema and one presented pyoderma gangrenosum. Five patients were girls (age range from 6 to 13.2 years-old). The sessions of hyperbaric oxygen therapy were performed under pressures that ranged from2.4 to 2.8 absolute atmospheres and their duration were two hours.The lowest number of sessions was 18 and the highest was 80.Five patients presented complete resolution of the injuries. The  patient with cutaneous sclerodema suspended the treatment after the 18th session, because she went back to her birthplace with partial improvement of the cutaneous injuries. The main adverse event during the sessions was ear pain after the first sessions, whichdisappeared with reduction of the pressure inside the chamber and the duration of the session. Spandrel perforation or other adverse events were not observed. The hyperbaric oxygen therapy was efficient and well tolerated by patients with rheumatic diseases and ulcerated injuries by vasculitis, infected injuries or chronic osteomyelitis. Keywords:   hyperbaric oxygen therapy, scleroderma, vasculitis,osteomyelitis, children, adolescents.  99 Rev Bras Reumatol , v. 45, n. 2, p. 98-102, mar./abr., 2005 Uso da Oxigenoterapia Hiperbárica em Pacientes de um Serviço de Reumatologia Pediátrica INTRODUÇÃO A oxigenoterapia hiperbárica consiste na exposição do pacienteà respiração de oxigênio puro a 100%, em temperatura am-biente, sob pressão maior que uma atmosfera absoluta (1) .Essa terapêutica é fundamentada em duas leis físicas e emalguns processos bioquímicos que explicam seu mecanismode ação: a lei de Henry, segundo a qual a “quantidade deum gás que se dissolve em um líquido (neste caso, o oxigêniono plasma) é tanto maior quanto maior for a pressão exercidapor este gás sobre esse líquido”, e a lei de Boyle-Mariotti,segundo a qual “o espaço ocupado por um volume de gásserá cada vez menor quanto maior for a pressão ambiente”,ou seja, em um ambiente pressurizado o gás sofre contração,expandindo-se com a diminuição da pressão (2) .O mecanismo de ação da oxigenoterapia hiperbárica é oresultado de uma combinação de fatores. Leucócitos emhipóxia apresentam dificuldade na fagocitose de bactérias eesta função se restaura com a elevação da tensão de oxigênio.Além disso, a síntese de colágeno pelos fibroblastos aumentacom a maior disponibilidade de oxigênio (3) . A oxigenaçãotecidual obtida pela oxigenoterapia hiperbárica restaura aangiogênese capilar, aumentando a proliferação tecidual e aformação de tecido de granulação (4,5) . Em pacientes tratadoscom oxigenoterapia hiperbárica ocorre aumento na pressãoparcial de oxigênio no sangue arterial com concomitanteelevação do gradiente de oxigênio entre os capilares e ostecidos, aumentando a oxigenação celular e quebrando o ciclovicioso da isquemia (6) . Existe vasoconstrição e conseqüenteredução de edemas e de pressões compartimentais durante otratamento com oxigenoterapia hiperbárica (7) .Recentes evidências mostram que a oxigenoterapia hiper-bárica inibe a ação de certas citocinas, como a interleucina 1.Esta citocina também atua como imunomodulador, por elevar os níveis séricos de linfócitos T CD 8 e diminuir os de linfócitos T CD 4, sem alterar os níveis dos linfócitos T CD 3, linfócitosB e células natural killer, justificando o seu uso em algumasdoenças reumáticas (8) . Estudos com esse método terapêuticona reumatologia pediátrica têm sido raramente publicados.O objetivo deste trabalho foi descrever o uso da oxige-noterapia hiperbárica como tratamento adjuvante nos pacientescom doenças reumatológicas com lesões cutâneas, muscularesou ósseas por atividade de doença, associadas ou não a infecção.Os pacientes foram seguidos na Unidade de ReumatologiaPediátrica do Instituto da Criança e realizaram oxigenoterapiahiperbárica no Serviço de Oxigenoterapia Hiperbárica daCirurgia do Trauma do Hospital das Clínicas da FMUSP . RELATO DE CASOS Seis crianças e adolescentes com doenças reumatológicas,que apresentaram lesões cutâneas, lesões de partes molesou ósseas por atividade de doença, associadas ou não ainfecção, e que não responderam ao tratamento habitualforam submetidas à oxigenoterapia hiperbárica. As prin-cipais características demográficas e clínicas dos pacientes,bem como dados da oxigenoterapia hiperbárica, estãolistados na Tabela 1. T ABELA  1 C ARACTERÍSTICAS   DEMOGRÁFICAS   E   CLÍNICAS   DOS   PACIENTES   E   USO   DA   OXIGENOTERAPIA   HIPERBÁRICADE   SEIS   PACIENTES   COM   DOENÇAS   REUMATOLÓGICAS   PEDIÁTRICAS Caracter  í sticas Paciente Paciente Paciente Paciente Paciente Paciente1 2 3 4 5 6 Idade (anos)111369126SexoFFFFFMDiagn ó sticoOCMROCMRPANcPANcECDPGVHS (mm 1 a  hora)355570526235Tempo de tratamento (meses)672313Indica çã o da OHA, IA, IA, IA, IA, IAN ú mero total de sess õ es da OH588019321839Evento adverso associado à  OHOtalgiaOtalgiaDor em quirod á ctilosCianose e frio-OtalgiaTratamentoAINH, ATBAINH, ATB, MTXPd,C, GGEVPd, CPd, MTX, DPAPd, C, Cp + = presente; A = atividade; AINH = antiinflamat ó rio n ã o hormonal; ATB = antibi ó tico; C = ciclofosfamida; Cp = ciclosporina; DPA = D-penicilamina; ECD = esclerodermia cut â neadifusa; F = feminino; GGEV = gamaglobulina endovenosa; I = infec çã o; M = masculino; MTX = metotrexato; OCR = osteomielite cr ô nica multifocal recorrente; OH = oxigenoterapiahiperb á rica; PANc = poliarterite nodosa cut â nea; Pd = prednisona; PG = pioderma gangrenoso; VHS = velocidade de hemossedimenta çã o  100 Rev Bras Reumatol , v. 45, n. 2, p. 98-102, mar./abr., 2005 Rossi et al. Os pacientes receberam o tratamento para suas respectivasdoenças de base (antiinflamatórios não hormonais, corti-costeróides e/ou imunossupressores), simultaneamente àoxigenoterapia hiperbárica. Quando havia infecção secun-dária, foram instituídos antibioticoterapia e cuidados locais.A oxigenoterapia hiperbárica foi realizada com oxigênioa 100% sob pressões que variaram de 2,4 a 2,8 atmosferas,com duração de duas horas. O número e o intervalo dassessões variaram entre os pacientes. O número mínimo desessões foi 18 e o máximo 80 (média de 41 sessões), comintervalos que variaram de dois a sete dias entre as sessões.Com relação às indicações da oxigenoterapia hiperbárica:duas pacientes apresentavam poliarterite nodosa cutâneaem atividade (uma com úlceras vasculíticas no membrosuperior direito e falanges distais da mão direita e outracom lesão ulcerada e necrótica no pé direito); duas tiveramosteomielite crônica multifocal recorrente, exclusivamente,de mandíbula refratária a antibioticoterapia; uma apresen-tava esclerodermia cutânea difusa com várias úlceras infec-tadas na perna direita (Figuras 1 e 2) e um paciente apre-sentou lesões difusas de pioderma gangrenoso idiopático.Dois pacientes utilizaram a oxigenoterapia hiperbáricaem regime ambulatorial (pacientes 2 e 4); três pacientesestavam internados no início das sessões, com posterior realização ambulatorial (pacientes 1, 3 e 6) e apenas umapaciente permaneceu internada em todas as sessões por motivo social (paciente 5).Em cinco pacientes houve completa cicatrização das lesões.A paciente com esclerodermia cutânea abandonou o trata-mento após a décima oitava sessão, pois retornou para a suacidade natal, com melhora parcial das úlceras. A melhoradas lesões ocorreu em média após a vigésima primeira sessãode oxigenoterapia hiperbárica. Nos pacientes com osteo-mielite crônica multifocal recorrente houve um início demelhora da dor e edema em região mandibular após 15 e 38sessões, respectivamente (pacientes 2 e 1).O principal evento adverso durante as sessões de oxige-noterapia hiperbárica foi otalgia, referida por três pacientesespecialmente no início do tratamento. A otalgia desapa-receu com a diminuição da pressão dentro da câmara e daduração das primeiras sessões. Não foi observada perfuraçãode membrana timpânica. Dor em quirodáctilos foi relatadopelo paciente 3 que apresentava lesões ulceradas no membrosuperior direito. Cianose e frio foram referidos pelo paciente4 que apresentava lesão ulcerada no pé direito. Não foramobservados outros eventos adversos. F  IGURA  1 –  Esclerodermia cut â nea difusa com les õ es ulceradas infectadasem membro inferior esquerdo (Paciente 5)F  IGURA  2 –  Esclerodermia cut â nea difusa que apresentou melhora dasles õ es ap ó s a 18 a  sess ã o de oxigenoterapia hiperb á rica (Paciente 5)  101 Rev Bras Reumatol , v. 45, n. 2, p. 98-102, mar./abr., 2005 Uso da Oxigenoterapia Hiperbárica em Pacientes de um Serviço de Reumatologia Pediátrica DISCUSSÃO A oxigenoterapia hiperbárica é um tratamento seguro nafaixa etária pediátrica quando usada de forma criteriosa,com técnicas adequadas e por pessoas treinadas.Esta terapêutica tem sido indicada em infecções necro-santes de tecidos moles, isquemias periféricas agudas, gan-grena gasosa, osteomielite aguda de risco ou crônica refra-tária, intoxicação por monóxido de carbono e cianeto, en-xertos e retalhos comprometidos e de alto risco, micosesrefratárias, necrose por radiação e em embolia gasosa (7) . Ascontra-indicações absolutas de oxigenoterapia hiperbáricaincluem pneumotórax não drenado e uso de terapia comcis-platinum ou dissulfiram (1) .É importante ressaltar que o oxigênio sob condiçõeshiperbáricas age como uma medicação, que exerce efeitosespecíficos no corpo humano que não estão presentes auma pressão normal. O oxigênio hiperbárico tem contra-indicações, eventos adversos e interage também com outrosmedicamentos (8) .O tempo das sessões de oxigenoterapia hiperbárica naliteratura varia, em geral, de 30 minutos a duas horas e onúmero de sessões de 15 a 40 (1,6,8) . Nos pacientes deste estudo,o tempo de duração das sessões foi de duas horas e o númerode sessões variou de 18 a 80. Os dois pacientes que neces-sitaram de maior número de sessões, para regressão progres-siva da dor e da tumoração mandibular, apresentavam osteo-mielite crônica multifocal recorrente de mandíbula.A osteomielite crônica multifocal recorrente é umadoença inflamatória óssea rara, com acometimento rarode mandíbula, com períodos de exacerbação e remissão ehabitualmente sem agentes infecciosos isolados nas áreasafetadas. O tratamento é realizado com antiinflamatóriosnão hormonais, corticosteróides ou metotrexato. Aoxigenação hiperbárica pode ser usada como terapêuticaadjuvante nos casos refratários (9) , como foi utilizada emdois de nossos casos.O oxigênio hiperbárico atua de forma sinérgica com osantibióticos, porque modifica o ambiente bioquímico tor-nando-o desfavorável à proliferação bacteriana, limitandoa produção e interferindo na atividade de suas toxinas, alémde ser diretamente bactericida para os germes anaeróbios (10) .Em cinco de nossos pacientes acreditamos ter ocorrido estetipo de sinergia, pois apresentavam lesões infectadas (doisosteomielite crônica e três lesões cutâneas e de partes moles)que não estavam respondendo à antibioticoterapiaconvencional.Os mecanismos de ação da oxigenoterapia hiperbáricaincluem proliferação do epitélio, formação de tecido degranulação, estimulação de fibroblastos, aumento da pro-dução de colágeno, angiogênese capilar e alteração da dinâ-mica do tecido lesado, auxiliando a cicatrização tecidual (3,4) .Davis et al.  avaliaram quatro pacientes (idades entre 17e 64 anos) com pioderma gangrenoso tratados com oxi-genoterapia hiperbárica no pré-operatório de enxerto cutâ-neo e observaram que todos responderam com redução deinfecção e aumento de neovascularização (11) . O nossopaciente com pioderma gangrenoso não necessitou de en-xerto cutâneo, pois apresentou boa resposta ao tratamentocom oxigenoterapia hiperbárica, com epitelização completadessas áreas.A isquemia tecidual afeta tecido nervoso, músculos eleito capilar. O edema decorrente da isquemia tecidual pioraainda mais a oxigenação tecidual. A oxigenoterapia hiper-bárica torna-se uma importante indicação neste caso, nointuito de minimizar o dano tecidual, que é proporcionalao tempo de anóxia (5,6) . Provavelmente, um menor tempode anóxia tecidual foi o responsável pela melhora observadanos dois pacientes com poliarterite nodosa cutânea desteestudo, que apresentavam lesões vasculíticas isquêmicas deextremidades.Os eventos adversos da oxigenoterapia hiperbárica estãorelacionados às alterações de volume e pressão e à toxicidadedo oxigênio. O mais comum é o barotrauma de ouvido(com otalgia persistente) e em casos extremos com hemor-ragia e perfuração timpânica. Outras complicações rarassão: toxicidade pulmonar (com tosse, irritação de vias aéreassuperiores e diminuição da capacidade vital); aceleraçãodo processo de catarata; toxicidade em sistema nervosocentral (irritabilidade, diminuição de campo visual, náusea,tontura e convulsão generalizada) (2) . Neste estudo, o únicoevento adverso observado foi otalgia, que melhorou apósredução da pressão e da duração das sessões de oxigeno-terapia hiperbárica.A prática de oxigenoterapia hiperbárica está regulamen-tada no Brasil pelo Conselho Federal de Medicina ( CFM )desde 1995 (12,13) . Os pontos mais importantes são os se-guintes: a indicação de oxigenoterapia hiperbárica é deexclusiva competência médica; a aplicação de oxigenote-rapia hiperbárica deve ser realizada por médico ou sobsua supervisão; outros tipos de tratamento, tais como usode oxigênio em tendas, ou em respiradores, mesmo a100%, não são caracterizados como oxigenoterapia hiper-bárica. Dentre as indicações de oxigenoterapia hiperbárica
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